domingo, 23 de março de 2014

Metade dos detentos já teve familiares na prisão

e cada dois detentos do sistema penitenciário de São Paulo, um já teve algum membro da família na prisão, já foi condenado anteriormente por outro crime ou conviveu na infância com pais que consumiam álcool.
Essas são algumas das conclusões do estudo "Presos em São Paulo - histórias de vida e justiça criminal", da Escola de Administração de Empresas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que será divulgado hoje na capital.
A pesquisa, feita pela primeira vez no Estado em 2013, foi realizada simultaneamente em regiões da Argentina, Chile, El Salvador, Peru e México, com a ajuda de parceiros nesses países.
Em São Paulo, a amostragem estatística considerou 751 presidiários e presidiárias de nove unidades prisionais na região metropolitana e no interior, todos condenados.
"O ambiente familiar é importante para a inclusão da pessoa no que chamamos de "carreira criminal". Ser criminoso hoje é quase um papel na sociedade", diz um dos coordenadores do projeto, José de Jesus Filho, integrante da Pastoral Carcerária.
Segundo o pesquisador, 43,8% dos detentos de São Paulo declararam ter tido algum familiar preso, o que é um dado "alarmante". Nesse quesito, São Paulo ficou atrás apenas do Chile (56,4%).
A discussão vem à tona em uma semana marcada por uma crise no sistema penitenciário paulista, que tem origem na greve dos agentes de segurança.
Carceragens em delegacias ficaram superlotadas porque os grevistas conseguiram impedir o transporte de presos entre as unidades do sistema. São Paulo tem cerca de 202 mil presos, 38% da população carcerária de todo o país. (Folhapress)

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