quinta-feira, 9 de abril de 2015

Brasil tem 3ª maior população carcerária do mundo, mostra levantamento do CNJ

Com 715,6 mil presos, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, de acordo com dados do Centro Internacional de Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), do King’s College, de Londres, na Inglaterra. Os Estados Unidos lideram a lista com 2,2 milhões, seguidos pela China, com 1,7 milhão.

O novo censo carcerário do país, feito pelo Conselho Nacional de Justiça, foi apresentado a representantes dos tribunais de Justiça nesta quarta-feira (4/6). Do universo total de detentos, 148 mil estão em prisão domiciliar. A inclusão desse grupo fez o Brasil passar a Rússia no ranking do ICPS.

“Até hoje, a questão carcerária era discutida em referenciais estatísticos que precisavam ser revistos. Temos de considerar o número de pessoas em prisão domiciliar no cálculo da população carcerária”, afirmou o supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF/CNJ), conselheiro Guilherme Calmon.

O novo número também muda o déficit atual de vagas no sistema, que é de 210 mil, segundo os dados mais recentes do CNJ. “Considerando as prisões domiciliares, o déficit passa para 358 mil vagas. Se contarmos o número de mandados de prisão em aberto, de acordo com o Banco Nacional de Mandados de Prisão — 373.991 —, a nossa população prisional saltaria para 1,08 milhão de pessoas”, disse Calmon.

A inclusão das prisões domiciliares no levantamento reduz ainda o percentual de presos provisórios no país, que passa de 41% para 32%. Em Santa Catarina, a porcentagem cai de 30% para 16%, enquanto em Sergipe, passa de 76% para 43%.

“A porcentagem de presos provisórios em alguns estados causava uma visão distorcida sobre o trabalho dos juízos criminais e de execução penal. Quando magistrados de postura garantista concediam prisões domiciliares no intuito de preservar direitos humanos, o percentual de presos provisórios aumentava no estado”, disse o coordenador do DMF/CNJ, juiz Douglas Martins. Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.

FONTE: ConJur

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